quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Colocaram rivotril na água dos brasileiros

É inacreditável o número de medidas que o governo federal realiza e ninguém se mobiliza, aceita tudo passivamente, sem tomar qualquer atitude. O único setor que enfrenta corajosamente esta situação são os estudantes, tanto os universitários (setor público) quanto os secundários. A proposta do governo federal de repassar a conta da sua má gestão para o cidadão, principalmente o mais pobre, é assustador.
O que é mais espantoso ainda com a passividade dos brasileiros.  O que se deve questionar é a seriedade da proposta governamental, pois é difícil compreender como o poder público pode manter tanta mordomia e excessos numa situação de grave crise. O Estado deveria suspender a utilização de carros oficiais, paralisar os contratos de marketing, interromper o pagamento de passagens aéreas e diárias de viagens, suspender o pagamento de gratificações de todo tipo e etc, enfim, cortar na própria carne.
Para o Estado é mais fácil diminuir o número de famílias que são atendidas pelo Bolsa Família ou cortar estudantes beneficiados pelo FIES do que suspender a utilização de centenas de carros oficiais com seus respectivos motoristas. Afinal, a população pode ficar sem comer, mas um secretário de estado, um deputado, magistrado, ou procurador, não pode andar no seu próprio carro ou utilizar táxi ou Uber.
O governo deveria elevar, sem possibilidade de repasse para preços, os impostos dos mais ricos, dos bancos, das indústrias automobilísticas e farmacêuticas e das empresas que se beneficiaram de isenções fiscais, ao invés de sobrecarregar justamente os funcionários públicos e aposentados, que já se encontram no limite de seus gastos.   Há ainda casos de municípios que pagam um adicional aos seus vereadores para que possam comprar o seu paletó e o dos magistrados que ganham um auxílio para pagar a faculdade dos seus filhos.
Aprovaram o projeto, embutido nesta maldita PEC 55, que não vai haver mais reajuste ao salário mínimo. Será que os brasileiros têm conhecimento disso? Aprovaram a partilha do pré-sal, uma riqueza inestimável que agora será explorada pelos saqueadores estrangeiros, e no outro dia, o golpista Michel Temer, recebe o presidente da Shell. É um acinte e uma bofetada na cara dos brasileiros. Parece que somente as pessoas mais esclarecidas é que têm noção do que vem acontecendo no Brasil. Quando os brasileiros acordarem desta longa noite de sono, vão saber que estarão no inferno na acepção da palavra.

Só com muita mobilização social, ocupando as ruas de forma organizada e contundente é que se poderá mudar o panorama. Ah, mas o Rivotril que dão ao brasileiro não está na água, e sim aplicado à conta gotas pela Rede Globo, Folha, Estadão, Veja, e outras porcarias semelhantes. 

domingo, 16 de outubro de 2016

Brasil vive estado de exceção e a democracia vai para o ralo

Não posso falar sobre o caso concreto, ao qual não tenho acesso. Mas temos tido uma série de sinais nos últimos tempos de que realmente o sistema de Justiça está se transformando numa força de exceção, e não de Direito. Está suspendendo os direitos de alguns líderes, entre os quais Lula, e buscando uma condenação a qualquer preço.

São medidas autoritárias, típicas de ditadura, que acabam investindo no interior do regime democrático. É evidente que os objetivos são políticos. Toda exceção se dá com fins políticos. Exceção é o afastamento do Direito para realizar uma intenção política de ataque ao inimigo. Essa é a lógica. A comprovação desse Estado de Exceção se deu com o julgamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em setembro, quando decidiu que a Operação Lava Jato não precisa seguir as regras de processos comuns e que a conduta do juiz Sério Moro é “incensurável”, validando, portanto, medidas como grampos em escritórios de advocacia, divulgação de interceptações telefônicas envolvendo Dilma Rousseff e Lula, entre outras. Segundo matéria do site Consultor Jurídico, o TRF-4 arquivou (em 22 de setembro) representação contra Moro seguindo entendimento do desembargador federal Rômulo Pizzolatti, relator do caso. 

“É sabido que os processos e investigações criminais decorrentes da chamada operação ‘lava jato’, sob a direção do magistrado representado (Moro), constituem caso inédito (único, excepcional) no Direito brasileiro. Em tais condições, neles haverá situações inéditas, que escaparão ao regramento genérico, destinado aos casos comuns”, justificou o desembargador. Essa é uma declaração de exceção. A exceção está declarada. No caso Lula, o TRF-4 assumiu que está praticando a exceção, que a Lava Jato é um caso excepcional e, portanto, devem ser suspensas as normas gerais no caso, para o juiz atuar como queira. A sociedade tem que “acordar, porque a democracia está indo para o ralo. A vida num Estado autoritário é muito difícil para todo mundo, não só para esse ou aquele.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Os cardeais e o golpista

Logo após o golpista Michel Temer ter aprovado a PEC 241, conhecida como a PEC da Morte, em função dos inúmeros direitos que serão retirados dos brasileiros ao congelar investimentos públicos por 20 anos, os cardeais de São Paulo, Odilo Scherer, e do Rio de Janeiro, Orani Tempesta, foram “abençoar” o usurpador do poder do Brasil. Pobre Igreja Católica no Brasil que vê cardeais lambendo as botas de um golpista, mesmo tirando direitos de todos os brasileiros conquistados à duras penas. A Igreja Católica de D. Pedro Casaldáliga, D. Angélico Sândalo Bernardino, entre outros bispos que dedicaram suas vidas aos pobres, não é a igreja destes dois cardeais. Eles simplesmente viram às costas ao povo brasileiro e pobre ao agirem dessa forma. Estes cardeais avalizam que um golpista promova a morte de inúmeros brasileiros na saúde, deixam milhares fora da escola, outros milhares que não se aposentarão, e assim por diante. A Igreja Católica cometeu um erro histórico sem volta a partir de João Paulo II quando combateu sem tréguas a opção preferencial pelos pobres. Isso fez com que o povo pobre ficasse órfão e caísse no colo das inúmeras denominações evangélicas existentes. A Igreja Católica com esta postura vem se definhando a cada dia, e parafraseando Nelson Rodrigues em uma frase dita nos anos 1970, o “Brasil será o maior ex-país católico do mundo”. Isso acontece em função desta postura reacionária da Igreja Católica que se posiciona a favor dos ricos e poderosos. O papa Francisco I, que tenta modernizar a Igreja e fazer com que volte a atender os pobres, terá muito trabalho enquanto estes cardeais, bispos e padres reacionários e conservadores ainda estarem no interior da Igreja. Me lembro do padre italiano Vito Miracapillo que, no início da década de 1980, se recusou a abençoar uma agência bancária em Recife alegando que os bancos contrariam os ensinamentos de Jesus Cristo. Por isso, foi expulso pelo general Figueiredo do Brasil. Os cardeais e outros membros da Igreja Católica deveriam seguir os exemplos de Vito Miracapillo, bispos e padres que sofreram na carne a violência por lutarem pelos mais pobres.



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Lula deveria pedir asilo a uma embaixada




Após o golpe de Estado perpetrado no Brasil reunindo os barões da mídia, amplos setores do Judiciário e a elite, a intenção agora é tirar o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva de ser candidato à presidência da República em 2018. Para isso, os procuradores e o juiz Sérgio Moro, com atitudes que fazem corar Torquemada, planejam processar Lula e até mesmo sua prisão, assim como de sua família. É uma ópera bufa farsesca. Estamos vivendo a ditadura de juiz que se acha "dono da verdade", que faz uma Justiça seletiva, e quando há inúmeras delações envolvendo amplos setores golpistas do PSDB, PMDB e DEM, simplesmente deixa de lado. É algo próprio de ditaduras. Afinal, os julgamentos são todos farsescos, lembrando-nos do "O Processo" de Franz Kafka. 
Diante desta situação, comungo com a ideia de amplos setores da intelectualidade brasileira de que Lula e sua família deveriam pedir asilo a uma embaixada estrangeira para escancarar de vez o golpe de Estado no Brasil. 
O golpe de Estado perpetrado no Brasil afastou o país da democracia enquanto valor universal; curioso é que os golpistas têm vergonha de assumirem-se golpistas, mas o adjetivo passa a compor de forma indelével suas biografias. Curioso como a direita nega o que é...Não debate, por exemplo, que o golpe brasileiro, travestido de impeachment, repete o método que ocorreu em Honduras. E não se negue que em Honduras ocorreu um golpe de Estado, deposição do presidente de Honduras como tal. 
E há o caso do Paraguai, que guardando similaridades com o golpe de Honduras por certo será caracterizado como um golpe de Estado também. E o caso brasileiro? 
Bem, em seu primeiro comunicado oficial após o afastamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que faz parte da Organização dos Estados Americanos (OEA), sugeriu que houve um golpe de Estado no Brasil. A CIDH expressou a sua preocupação frente às denúncias sobre irregularidades, arbitrariedades e ausência de garantias do devido processo nas etapas do procedimento e reconheceu que o julgamento político está previsto em normas de países da América Latina e que pode ser realizado pelo Poder Legislativo em várias dessas nações, mas as garantais mínimas de defesa nos procedimentos devem ser respeitadas, principalmente se esses procedimentos puderam afetar os direitos humanos de uma pessoa e que o cumprimento desses princípios tem particular relevância nos assuntos que versam sobre funcionários públicos eleitos por voto popular, como é o caso da presidente Dilma Roussef. 
Mas o golpe de Estado no Brasil não para no dia 31 de agosto de 2016. Ele prossegue com a retirada de inúmeros direitos da população que vai começar a sentir estes efeitos após as eleições municipais porque o objetivo do governo golpista é justamente evitar o impacto destas medidas no processo eleitoral para os seus candidatos. 
Mas, entre os principais direitos estão um julgamento justo, o que não existe no Brasil destes golpistas. Infelizmente, representantes de uma classe média alta que chegam ao topo do Judiciário e do Ministério Público agem de forma policialesca e ditadorial para entronizar no poder falsários e golpistas que conspiram contra o povo pobre brasileiro. 



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Jornais que defendem a violência e a repressão

Extremamente lamentável a atitude do que chamam de jornais (?) como "Folha de S. Paulo" e "O Estado de S. Paulo" que defenderam abertamente em editoriais publicados em suas edições do dia 02 de setembro que haja repressão contra os manifestantes que protestam contra o governo (?) ilegítimo de Michel Temer, fruto de um golpe fajuto aplicado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. 
É um absurdo que jornais e órgãos de imprensa defendam que manifestantes sejam reprimidos por exercerem um direito legítimo que é o de ir às ruas protestar já que a Constituição Federal de 1988 garante tal fato a todos os brasileiros. Isso não é democracia e demonstra o caráter fascistóide destes órgãos de imprensa que apoiaram abertamente a ditadura instalada no Brasil em 1964 e agora defendem uma outra - fruto de um golpe de Estado midiático-jurídico e das grandes corporações nacionais e transnacionais. 
É importante lembrar que o "Estado" defendia em 1964 a interrupção da democracia, enquanto a "Folha" fornecia os seus veículos para o transporte de presos políticos para serem torturados nas dependências do DOI-CODI. Estes veículos, que se dizem "pluralistas', agora defendem abertamente a repressão para jovens que querem protestar abertamente contra um governo que se mostra ilegítimo sob todos os aspectos 
Não é segredo para ninguém que a grande mídia apoiou abertamente o golpe de Estado no Brasil, e inclusive, incentivou, através de uma forte manipulação, que as pessoas fossem às ruas "protestar" contra o governo de Dilma Rousseff. Na verdade, tais pessoas não sabiam nem o que estavam fazendo, diante do alto grau de manipulação que acontecia no Brasil, nos lembrando de 64, quando organizações americanas financiavam o golpe no Brasil.
Infelizmente, os jornais não tem nada de pluralistas no Brasil. Ao contrário, oferecem à população brasileira uma voz única, sem que o contraditório exista. A imprensa é isso e o jornalismo que se pratica no Brasil está próximo do esgoto. 
Hoje, se o brasileiro quiser se informar, tem que procurar os blogs progressistas, ou mesmo a imprensa internacional que condena enfaticamente o golpe no Brasil. Infelizmente, estes jornais defendem simplesmente que a polícia venha a reprimir violentamente os estudantes. Parafraseando Roberto Requião, "canalhas", "canalhas"...

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Uma eleição sem graça

Acontece no mês de outubro as eleições para prefeitos e vereadores em todo o Brasil. Nunca vi uma eleição tão sem graça, sem qualquer estímulo ao eleitor. Afinal, qual é o estímulo de se movimentar em torno de  uma eleição onde os candidatos dizem a mesma coisa e todos sabemos que nada do que está sendo dito vai ser colocado em prática. É tudo palavras jogadas ao ar para enganar o eleitor. 
Como escolher um candidato em um país em que não há respeito às normas estabelecidas, principalmente quando se fala sobre o afastamento da presidenta da República, Dilma Rousseff, em um verdadeiro golpe de Estado, sem que ela tenha qualquer acusação contra si. Os senadores (?) disseram que não há vestígios de que a presidenta tenha cometido qualquer tipo de irregularidade, e sim, o impeachment (golpe) é uma decisão política. Pasmem, senhores! Senadores afastam uma presidenta da República alegando questões políticas. É algo absurdo, surrealista e beira a um livro de Kafka. 
O Brasil deverá retroceder, no mínimo, 30 anos com este golpe de Estado que tem por função a retirada de direitos sociais e trabalhistas da população, além de entregar as riquezas nacionais principalmente aos EUA. Deixaremos de ser  uma nação, e seremos, com toda certeza, um protetorado dos EUA, a exemplo do que ocorre com Porto Rico. Isso denota que temos uma elite extremamente reacionária, que só pensa em si, em seus interesses. 
O que vemos hoje no Brasil é um conluio entre os grandes conglomerados de comunicação, uma parte sensível do Judiciário, inclusive o Supremo Tribunal Federal (STF), extremamente acovardado em face dessa situação, uma grande parte do Ministério Público que age como justiceiros e uma classe política carcomida que usa de todos os artifícios necessários para se manter no poder. 
Diante disso, a conclusão que se tira é que se alguém for eleito, e não representar este pensamento político carcomido e ultrapassado, as chances de ser retirado do cargo é muito grande. Afinal, se tiram uma presidenta da República utilizando todos os golpes baixos e imaginários, imagine o que pode ser feito em relação aos demais que ocupam qualquer cargo público. 
A eleição municipal deste ano acontece neste cenário. Povo totalmente desmotivado, principalmente se este impostor que está interinamente na Presidência da República for confirmado. Deverá adotar medidas draconianas contra a população, principalmente a mais pobre, que pagará um preço extremamente elevado. 

domingo, 7 de agosto de 2016

Elite branca é quem assiste aos Jogos Olímpicos

Tenho observado, de vez em quando, algumas partidas de alguns esportes nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Não tenho assistido porque não encontro ânimo para assistir a uma competição deste nível no Brasil dominado por uma gangue de golpistas. Mas, pelo pouco que tive condições de observar, estamos fazendo os Jogos Olímpicos para a elite branca assistir. Quem observar os ginásios, estádios e praças esportivas vai verificar que somente os mais aquinhoados é quem estão assistindo as competições. O povo pobre do Rio de Janeiro - e do Brasil - está longe de assistir tais eventos. 
Infelizmente, são os "coxinhas" com camisas verde e amarelas, da seleção brasileira de futebol, cantando a indefectível música "Sou Brasileiro", é quem está presente. Aquela elite branca asquerosa, que despreza o povo pobre deste país, que ódio por ele, e se pudesse, estaria morando em Miami, é quem está presente nestes locais. 
Estamos vivendo tempos fascistas, voltando perigosamente ao período antes de 1930 quando coronéis davam as ordens. Estamos retornando aos tempos em que o trabalhador não tinha direitos e tinha que se submeter às ordens do patrão. Caso contrário, seria despejado e sua mudança colocada no portão da fazenda. Estamos em um país onde um ministro da Educação recebe um idiota como Alexandre Frota - e sua trupe de babacas - "oferecer" um plano para o ensino brasileiro. Jamais imaginei que veria isso no Brasil. Mas estou vendo e isso me assusta muito. 
Francamente, acredito que o Lula deve ter se arrependido de trazer os Jogos Olímpicos ao Brasil ao observar o que vem acontecendo. Se a ideia original era trazer uma competição onde toda a população brasileira pudesse desfrutar de um megaevento mundial, o que se observa hoje é uma elite carcomida e escravagista assistindo aos jogos nas praças esportivas do Rio de Janeiro. 
O povo pobre e negro está lá enfurnado nas favelas, na expressão máxima de gueto social. É lá que a elite branca quer que este povo pobre fique. Quem deve desfrutar das riquezas do Brasil é uma minoria privilegiada. Quem já teve a oportunidade de assistir aos jogos de futebol no Maracanã pelo Canal 100 até a década de 1980, pode observar desdentados, o povo brasileiro na acepção da palavra, no estádio. Hoje, reformaram o Maracanã para que os mais aquinhoados assistam aos jogos de futebol. A geral foi demolida e expulsaram o torcedor pobre que a frequentava. 
Pobre Brasil. Um país de fascistas que tomaram o poder que vangloriam um juiz fascista do Paraná que não respeita as leis e age como um imperador.