quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Meu presente de Natal

Menino, com seis ou sete anos de idade, em Ipaussu, ainda cursando o primário, meus pais me prometeram um presente de Natal. O tal presente era um pequeno caminhão-tanque, com uma mangueira de plástico. Era possível enchê-lo de água e soltá-la posteriormente através desta mangueira. 
Este caminhão estava exposto na vitrine de uma loja próxima de minha casa e toda vez que passava por ali, fica namorando o brinquedo. Por vários dias passei pela vitrine da loja e sonhava em ganhar este presente no Natal. Entretanto, os meus pais foram enfáticos ao dizer que só ganharia caso passasse de ano na escola. 
Diante disso, me esforcei muito, e finalmente, consegui passar de ano. Diante disso, crescia a expectativa em ganhar o tal caminhão-tanque de presente no Natal. E isso se confirmou. No Natal, o meu pai encheu o meu sapato de capim e disse que o papai-noel traria o presente. O capim era para as renas do papai-noel se alimentarem. Quando acordei de manhã, e vi o presente embrulhado aos pés da minha cama, não consegui esconder a alegria. 
E esta alegria aumentou ainda mais de intensidade quando abri o presente e ali estava o caminhão-tanque que tanto sonhava. Os meus olhos reluziam. Não dá para esconder que brinquei com o caminhão-tanque o dia todo. Era uma relíquia para mim. Eu só lamento não ter guardado o caminhão-tanque para a vida toda como recordação. Infelizmente, os presentes ganhos quando criança, acabam se perdendo pela vida. Acho que o guardaria como uma relíquia. Até hoje, em todos os natais, me lembro deste presente que ganhei que foi o grande sonho de minha vida. 
É uma pena que as pessoas cresçam e não são crianças para a vida toda. Quando se deixa de ser criança, se perde a inocência. E se adquire hábitos de gente grande, e começa a praticar uma série de coisas erradas que quando criança isso não existe. Até hoje as crianças são assim. Desejam um determinado presente e sonham com ele por muito tempo. Quando ganham, a exemplo do que aconteceu comigo, acabam indo ao êxtase. Porém, muitas crianças  no mundo não ganham presentes no Natal. Acabam sonhando e não vêm o sonho realizado. Talvez esta é a maior dor que uma criança possa sentir. Infelizmente, Papai Noel não existe para todos. 

NATAL EM JESUS CRISTO

As comemorações de Natal no mundo capitalista privilegia apenas o consumo. O verdadeiro sentido do Natal fica em segundo plano, que é Jesus Cristo. Um exemplo disso é que Papai Noel é muito mais popular no Natal do que o próprio Jesus Cristo, o que é um absurdo total. O materialismo que vivemos atualmente privilegia o consumo desregrado, e pouco se fala da necessidade de cultuar a essência do Natal que é o nascimento de Cristo. 
Deus enviou seu filho ao mundo para salvar os homens. Ele sofreu e padeceu em uma cruz para que eu e todos nós pudéssemos alcançar a salvação eterna. Todavia, quando se chega o Natal, o que mais acontece é o seu esquecimento. Ao contrário, tem início uma corrida frenética para compra de presentes e iguarias que vão compor a ceia de Natal. Jesus Cristo, fica em segundo plano....  

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Um crime contra os jovens

Na minha casa, vários jovens se reúnem com os meus filhos quando estudam juntos, principalmente visando as provas do curso de engenharia na Unip. Nas escolas onde ministro aulas, sempre convivi com jovens que enfrentando inúmeras dificuldades estudam em busca de um futuro melhor. No Conselho Tutelar, a mesma situação. Vivo chamando crianças e adolescentes procurando mostrar-lhes a importância da educação como forma de ascender socialmente na vida. Digo sempre a eles que a educação é a chave para abrir a porta de um futuro melhor. 
Entretanto, neste ano é possível observar como temos políticos asquerosos no Brasil que, buscando seus interesses pessoais, de grandes corporações econômicas nacionais e multinacionais e interesses imperialistas, não têm nenhum pudor de lançar o país em uma grave crise econômica. Ao contrário, fazem isso da forma mais despudora possível, buscando apenas os seus interesses menores. Faço minhas as palavras do maravilhoso escritor e jornalista, Fernando Morais, que os qualificou de "jihadistas da direita". Entre eles, estão figuras conhecidas da população, sendo o principal deles o candidato derrotado à presidência da República nas últimas eleições presidenciais. Não sabendo perder, vale tudo para ganhar no "tapetão". Dão inveja aos Euricos Mirandas, presidente do Vasco, da vida, e outras figuras terríveis, que fizeram isso no esporte comumente. Quando o time não conseguia vencer no campo, criavam uma situação no "tapetão" do STJD e conseguiam virar uma situação a seu favor, em detrimento do adversário. 
Mas, voltemos aos jovens. Milhares de jovens no Brasil estão sem perspectivas em função dessa luta fatricida lançada por uma "direita jihadista" que age sem pudor, sem a menor preocupação com o futuro do país. Jovens que se esforçam diariamente em busca de um futuro melhor, e se deparam com uma realidade extremamente difícil. Não conseguem empregos em função de um mercado de trabalho retraído por causa dessa crise econômica insuflada por estes políticos da direita jihadista e pelos barões da mídia que buscam apenas os seus interesses. 
Vejo jovens desanimados porque batem em diversas portas em busca de trabalho e só levam um não. Afinal, estudam vários anos e conseguem como recompensa o desemprego, sem nenhuma perspectiva. É algo desalentador. É triste encarar os rostos de jovens cheios de esperanças que são mortas por políticos raquíticos e antipatriotas. Só querem o poder para usufruírem de suas benesses e entregar as riquezas nacionais aos países imperialistas. Não se enganem: toda esta crise fabricada e martelada dia a dia tem a ver com a riqueza do pré-sal, uma riqueza brasileira inestimável. As grandes irmãs do petróleo mundial estão extremamente interessadas nesta riqueza, assim como os países imperialistas, principalmente os EUA. Esta é a luta. Lamentavelmente, o povo brasileiro não esta consciência política para enxergar tal propósito anestesiado que é pelos barões da mídia que escondem esta verdade da população. Afinal, eles são porta-vozes destes interesses. 
Me sinto muito mal em função das inúmeras vezes em que disse aos jovens que a educação é o único meio de ascender socialmente. Principalmente quando vejo uma besta-fera chamada Kim Kataguiri, um imbecil que surgiu nas chamadas manifestações de rua deste ano, dizendo que as lideranças da oposição devem segurar a votação do impeachment para fevereiro para que o povo sofra ainda mais e venham a aderir tal fato. Como pode um idiota desta natureza torcer para que o povo sofra para que seja alcançada uma manobra política onde os principais jurístas do Brasil disseram ser um "golpe de Estado". É destas figuras que os jovens brasileiros devem lutar contra porque pensam apenas em seus próprios interesses e estão se lixando com os seus sofrimentos. 

sábado, 28 de novembro de 2015

Dom Simão

De forma súbita e repentina, morreu o bispo de Assis, Dom José Benedito Simão. A morte de D. Simão, da forma como aconteceu, mostra-nos a efemeridade da vida. Ele participava de uma reunião de bispos e leigos católicos na cidade de Marília, quando sentiu-se mal, e houve necessidade de ser levado às pressas para o hospital onde permaneceu internado na UTI até que a sua morte fosse confirmada. 
A forma como morreu D. Simão - e inúmeras outras pessoas - nos mostra que a vida é efêmera e, infelizmente, o ser humano vive como se fosse eterno. Ou seja, vive uma vida desapegada dos valores cristãos imaginando que nada vai acontecer com ele. Entretanto, quando menos se espera, em uma dessas curvas da vida, vem o inesperado e acontece. A nossa vida na terra é passageira e devemos estar preparados para o inesperado. Como jornalista, participei de inúmeros eventos onde me custava acreditar que determinadas coisas tinham acontecido, e pessoas perderam a vida de forma tão repentina e inesperada. A partir daí, passei a ver a vida de forma diferente entendendo que estamos somente de passagem. Você pode estar aqui hoje, e de repente, daqui a alguns minutos não estar mais. 
Em função da minha profissão, tinha muitos contatos com os bispos de Assis. Sempre gostei muito da questão religiosa, e procurava me aprofundar muito nesta área. Lembro-me que fiz inúmeras entrevistas com o bispo D. Antônio, cobri em Araçatuba e em Assis a consagração do bispo D. Eugênio Rixen, assim como a de D. Maurício Grotto de Camargo em Presidente Prudente e em Assis. Também estive na consagração de D. Simão como bispo de Assis. A nossa relação sempre foi marcada por divergências em função de pensamentos referentes a realidade brasileira. Várias vezes ele me chamou no bispado para apresentar a sua forma de pensar sobre algumas coisas que escrevia, e que ele não concordava. Isso é comum com o jornalista. Afinal, o bom jornalista não busca a unanimidade. Como dizia o grande escritor brasileiro, Nelson Rodrigues, toda "unanimidade é burra". Assim, como D. Simão, tinha essa experiência com o reverendo Valmir Machado (também já falecido) que tinha contatos constantes comigo para comentar e discutir fatos que escrevia em editoriais no jornal "Voz da Terra". 
Entretanto, sempre tivemos uma relação de respeito, apesar da sua posição conservadora em relação aos posicionamentos políticos e sociais brasileiros. Por isso, em algumas vezes, havia discordâncias. Isso, todavia, não impedia que fizesse várias matérias com o bispo D. Simão sobre o dia a dia da igreja em Assis. Tinha até mesmo o seu celular particular, e sempre que necessitava, entrava em contato com ele quando me atendia de forma respeitosa passando as informações que necessitava. 
Acredito piamente na vida após a morte. Todos aqueles que seguem os ensinamentos de Jesus Cristo devem esperar viver ao seu lado na eternidade. A morte repentina e inesperada de D. Simão nos serve de alerta. Um alerta sobre a necessidade de mudarmos o nosso comportamento em relação à vida, procurando vivermos em comunhão com nossos irmãos, evitando usar de expedientes baixos e maldades para prejudicá-los. Afinal, a vida é assim: ora estamos aqui, ora não estamos mais. 
Peço que Deus, em sua infinita bondade e eterna misericórdia, que acolha a alma de D. Simão lhe dando o descanso eterno. Ele nos deixa bons exemplos, e o último, sem dúvida, é a doação de seus órgãos para que outras pessoas possa continuar vivendo melhor. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A Independência e o acordo das elites

A Independência do Brasil foi um grande acordo das elites. Infelizmente, os livros de História não oferecem aos alunos  - e às pessoas - o que realmente aconteceu para que D. Pedro I, no dia 7 de Setembro de 1822, no riacho do Ipiranga, gritasse a famosa frase "Independência ou Morte". À exemplo do que acontece em toda a história brasileira, a Independência foi um grande acordo, envolvendo D. Pedro I e o seu pai, D. João VI. 
O colonialismo atravessava uma grande crise nos séculos XVIII e XIX. Inúmeras revoltas envolviam países sob o jugo do imperialismo europeu. No Brasil, especificamente, inúmeras revoltas marcavam o cenário nos mais diferentes pontos do País, como a Revolta dos Malês, Balaiada, Sabinada, Revolução Farroupilha, etc. 
O Brasil estava a ponto de explodir. Prestes a um processo revolucionário. Enquanto isso, Portugal passava por inúmeras dificuldades econômicas, principalmente em relação a Inglaterra. Os ingleses eram a grande potência imperialista da época, a exemplo do que é hoje os Estados Unidos. Portugal devia uma fábula para a Inglaterra e não tinha como quitar esta dívida com os ingleses. 
Observando o cenário nada favorável para o domínio português no Brasil, percebendo que o país estava prestes a explodir, vivendo um processo pré-revolucionário, D.João VI propôs um acordo com o seu filho, D. Pedro I, o então imperador brasileiro na época. 
D. João VI propôs ao filho que oferecia a independência ao Brasil, desde que assumisse a dívida de 500 mil libras esterlinas que Portugal devia a Inglaterra. Caso D. Pedro I aceitasse esta proposta, D. João VI concederia a independência ao Brasil. Diante de um cenário explosivo e nada favorável, D. Pedro I não titubeou e aceitou a proposta do pai. 
Diante disso, no dia 7 de Setembro de 1822, D. Pedro I, acompanhado da Guarda Imperial, se dirigiu até o riacho do Ipiranga, em São Paulo, levantou a espada e gritou "Independência ou Morte", dando a imagem de que caso Portugal não aceitasse oferecer a autonomia ao Brasil, haveria guerra. Entretanto, tudo foi uma farsa. Na verdade, tudo já estava acordado com o pai, D. João VI, e aquele gesto só foi para "inglês ver". Ao oferecer a independência ao Brasil, D. João VI fez com o País também assumisse a dívida de 500 mil libras esterlinas com a Inglaterra, um pesado fardo que levou século para que o Brasil quitasse esta monstruosa dívida. 
Seria algo como US$ 100 bilhões em dinheiro atualmente. Esta dívida, somada às demais contraídas pelos governos posteriores, principalmente a partir de Juscelino Kubtschek de Oliveira e os governos militares, só foi paga pelo então presidente Luìs Inácio Lula da Silva no início dos anos 2000, quando assumiu a presidência da República. 
Este grande acordo entre pai e filho para a concessão da independência do Brasil é algo que perpassa a história brasileira. A história do Brasil é permeada de acordos entre as elites para que não fiquem longe do poder. Temos uma das elites mais reacionárias da América, e ao contrário do que aconteceu nos países da América Espanhola, não houve uma grande ruptura no Brasil. Um exemplo disso são os militares que nos países da América Espanhola pegaram cadeia brava após desrespeitarem os mínimos direitos humanos, enquanto no Brasil desfilam sem qualquer punição, apesar dos crimes que estiveram envolvidos durante o regime militar. 
As elites no Brasil contam com o beneplácito do Judiciário e da Imprensa que defendem este modelo. E combatem ferozmente governos trabalhistas que oferecem reformas importantes ao Brasil, como Getúlio Vargas, João Goulart, Lula e Dilma Roussef. 

sábado, 15 de agosto de 2015

Coxinhas, hoje tem selfie com a PM?


Na marcha coxinha e golpista deste dia 16, os coxinhas ainda pagarão o mico de tirar "selfies" com PMs? Coxinhas, na verdade, são figuras tão fáceis de analisar sociologicamente, que quase não tem graça. 
É óbvio que o seu fetiche por PMs nasce do sentimento de classe, de que a polícia existe para proteger a sua classe, os ricos, e não os pobres, que merecem ser tratados com violência ou mesmo com a pena máxima. A polícia brasileira é uma das polícias mais violentas, assassinas e corruptas do mundo. 
Nem todos os policiais são corruptos, claro. Evidentemente, há muitos honestos, mas a verdade é dura. Não só existe corrupção na PM, como existe algo ainda mais maligno, uma cultura terrível de truculência e desrespeito à vida e aos direitos humanos, que resulta numa quantidade insuportável de mortes nas periferias do Brasil. 
Importantes organizações acusam as polícias brasileiras de estarem promovendo um verdadeiro massacre da juventude pobre e negra do país. Contra isso, porém, os coxinhas não protestam. Ao contrário, os coxinhas vão lá e tiram selfie, pimpões, com policiais fortemente armados. 
O massacre de 20 pessoas na Grande São Paulo ocorrida na última sexta-feira, precedida do massacre de corintianos na sede da Pavilhão 9, com envolvimento de policiais militares, mostra que há uma crise institucional em São Paulo. Uma crise de profundas repercussões. 
Como se sabe, a Segurança da São Paulo tucana se sustenta numa aliança com o PCC, Primeiro Comando da Capital. São Paulo, como se sabe, é o ÚNICO lugar do mundo em que o crime é dirigido DENTRO da cadeia pelo PCC. 
Essa aliança foi sagrada no governo tucano de Geraldo Alckmin, para suspender a tomada da capital pelo PCC, em 2006. Fez-aí a paz. 
Ficou conhecida como a "Paz do Marcola". Estabeleceu-se esse vínculo institucional: os tucanos dizem que o PCC acabou e o PCC governa o crime. Dentro e fora da cadeia. Depois, é só administrar as estatísticas de criminalidade. 
Essa chacina na noite de quinta-feira, 13 de agosto, porém, rasgou o pacto. A polícia matou dezoito, ou vinte. Quantos, em represália, o PCC chacinará? Quantos destes eram do PCC? Quantas vidas de policiais valem um único quadro do PCC, morto. A elite de São Paulo - a pior do Brasil, segundo o Mino Carta - corre o risco de não poder desfilar na marcha golpista deste domingo. Já imaginaram se o PCC resolve se vingar, ali, em frente às câmeras da Globo, na avenida Paulista? 
As dondocas cheirosas, que transformaram panelas em penicos - como disse o José de Abreu - terão coragem de chegar perto de um PM para fazer um selfie? 
É uma crise das instituições tucanas! 
Gravíssima!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Os militares vão ficar quieto com a prisão do almirante Othon?


No artigo anterior comentamos que o Brasil vive um estado policial com a interferência absurda da Polícia Federal e de um juiz de primeira instância do Paraná, louco por publicidade, ligado aos grandes meios de comunicação, São verdadeiros absurdos que fogem do senso comum e do estado de direito. Infelizmente, poucos brasileiros têm a coragem de denunciar este estado policial que vigora no Brasil atualmente. 
A última do juiz do Paraná - não vamos citar o seu nome para dar publicidade para um magistrado de primeira instância louco por publicidade - é a prisão, na denominada operação "Eletrobrás", a Lava Jato prendeu o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. Seu nome apareceu na delação premiada de Danton Avancini, diretor da Camargo Correia, que lhe teria feito "três pagamentos". 
Ainda há que se esperar o processo final. HOje em dia tem-se um grupo de procuradores e delegados avalizados por um juiz e, por um conjunto de circunstâncias históricas, donos do poder absoluto de levantar provas, julgar e condenar sem a possibilidade do contraditório , valendo-se de forma indiscriminada da parceria com grupos jornalísticos. 
Em outros momentos, o uso indiscriminado de denúncias por jornais produziu grandes enganos e manipulações. É possível que Othon seja culpado, é possível que não seja, pouco importa: desde então está na cadeia o pai do programa nuclear brasileiro. 
O Brasil deve a Othon o maior feito de inovação da sua história moderna: o processo de enriquecimento de urânio através de ultra centrífugas. Foi um trabalho portentoso, que sobreviveu as crises do governo Sarney, ao desmonte da era Collor, aos problemas históricos de escassez de recursos, enfrentando boicotes externos, valendo-se de gambiarras eletrônicas para contornar a falta de acesso a componentes básicos, cuja exportação era vetada por países que já dominavam a tecnologia. 
A situação passou dos limites e já passou da hora de colocar freio neste juiz midiático do Paraná. Trata-se de um homem que em Israel, na Rússia e nos EUA seria um herói nacional. O almirante, ao contrário, enfrentou os EUA que tentou boicotar de todas as formas o programa nuclear brasileiro. Daqui a pouco, o juiz do Paraná vai levar o embaixador americano no interrogatório do almirante Othon, a exemplo do que acontecia nas masmorras do DOI-CODI em 1964. O inacreditável é que este juiz do Paraná não investiga o governador do Estado dele, do PSDB, envolvido em inúmeras falcatruas e que mandou a Polícia Militar bater sem dó em professores que estavam em frente da Assembleia Legislativa. 
O que se observa é que a prisão do almirante tem algo de conspiração. A conspiração atinge a mais alta patente da carreira científica naval, exatamente no núcleo pensante que mais compromissos tem com a Pátria e que se empenha, no momento, em construir as bases para a defesa da Amazônia Azul, onde mora a esperança de um futuro independente para o Brasil. 
Obviamente, não é um juiz de primeira instância do Norte do Paraná, um procurador movido pela ira do deus enfezado dos evangélicos radicais o u meia dúzia de covers do FBI que têm tal motivação e poder. 
Na falta de um ministro da Justiça covarde, como é este José Eduardo Cardozo, está na hora dos militares darem um murro na mesa e colocarem este juiz de primeira instância em seu devido lugar. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Um estado policial no Brasil



O Brasil vive atualmente um estado policial com abusos perpetrados pelo Judiciário e pela Polícia Federal. Há um juiz no Paraná, Sergio Moro, que atropela todos os elementos jurídicos que devem oferecer à pessoa o direito de defesa. Condena-se primeiro e depois verifica-se a culpa ou não da pessoa. A Polícia Federal age, por outro lado, de forma arbitrária, estando fora de controle, justamente porque temos um ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que não tem qualquer ascendência sobre a instituição policial. 
E o "juiz de Guantánamo", como bem define o jornalista Paulo Henrique Amorim, em alusão ao local onde os norte-americanos torturam presos sem que haja acusações formais contra eles, O juiz Sergio Moro, como bem disse vários juristas, atropela questões jurídicas, prendendo pessoas que depois se julgam ser inocentes. 
Na companhia dos primeiros condenados a usufruir do prêmio por sua delação, dois dos suspeitos da Lava Jato foram inocentados pelo juiz Sergio Moro. Márcio Andrade Bonilho, dirigente da empresa Sanko Sider, fora colhido no roldão, sem ser notado. Adarico Negromonte Filho poderia tornar-se notado por ser irmão do ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte. Mas recebeu destaque por juntar àquela condição a de ser dado como fugitivo, porque não encontrado pelo arrastão da Polícia Federal. Preferiu ter ideia do que se passava, não teve, e dias depois se apresentou à polícia. 
A prisão de Adarico Negromonte Filho, ao se apresentar, proporcionou uma das imagens do inaceitável: algemado e cercado de policiais federais  nos seus sinistros uniformes pretos, de duvidosa legalidade. 
Adarico é forçado a apressar o passo pela mão de um policial apertada em sua nunca como garra, forçando-o ainda a encurvar-se, cabeça humildemente abaixada. A cena ilustrou o noticiário da Lava Jato nas tevês e nos jornais. 
Nem que o seu preso fosse culpado, a Polícia Federal poderia justificar seu modo de agir. Mas, além disso, Adarico Negromonte Filho, preso apenas por quatro dias, é declarado inocente pelo juiz Sergio Moro. Embora para ser assim declarado, precisasse esperar por oito meses. 
Alternativa de imagem simbólica, ainda mais exibida e repetida até hoje, Marcelo Odebrecht é levado preso por policiais federais, em sua imitação sinistra de série de tv, cobertos de coldres e bolsas de armas e granadas e munições - e fuzil. Em diagonal no peito, dedo sobre o gatilho. É uma configuração completa da violência gratuita, absurda, prepotente. 
A conduta sóbria do policial de feições orientais, o mais presente e sempre contido nas prisões da Lava Jato, não atenua a situação. Até a agrava, pelo contraste. Mostra, com isso, que os direitos básicos do cidadão, não vem sendo respeitado por obra de apelos midiáticos e a espetacularização da notícia. 
Este é um sinal extremamente grave no Brasil atual onde uma instituição policial parece sem controle, e tal fato sempre termina em injustiças.